
(Escrito já lá vai um ano)
Somos nós um livro aberto, disperso e incontrolado.
Padecemos de ausência de decisão, neste livro aberto, disperso, incontrolado e sem duvida alguma “em branco”.
Há dias sim, em que não busco recortes de fortuna para acrescentar ou embelezar o meu berço sujo de quem regressou sem nunca ter partido.
Há dias sim, em que escondo por trás de metáforas mal definidas a tristeza que pouco a pouco me deixa desalinhado.
Há dias sim, em que deixo todas essas imundices só para mim.
Não entendo o “porquê” da monotonia dos meus sinais, nem tanto percebo o “quando”...oxalá o percebe-se!...para me manter longe, nesse dia, de qualquer falso bater do coração que pudesse transmitir uma nostalgia enganosa aos meus sentidos apurados comuns a quem deseja amar.
Arrumo a minha “trouxa”, sigo, e sérro o punho implorando! Oh sim implorando, que nenhuma das minhas páginas brancas me pregue, como d'antes, falso testemunho.
Desta vez, nesta página desenho o teu jeito em forma de alma nua.
Sim, talvez um dia...
...um dia sim...
...percebas que por entre palavras confusas e debilitadas, a página doze é tua.
Continuo a dizer k gosto deste texto.lool
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