Já tinha ouvido falar de Dias Maus pela voz e instrumentos dos fantásticos Ornatos Violeta à uns bons anos atrás...
...mas o que eu não sabia era que também existiam Dias Bons.
Decidi fugir da rotina e evitar o manipulador conforto do meu edredão que me aprisiona horas sem fim e me priva de boa parte da luz diária.
Vesti-me calções e tshirt, e percorri à chuva o caminho até ao carro...destino: Acordar o Costa.
Ainda mais morto que vivo lá o Costa alinhou e fomos fazer uma corridinha, para o meio do nada, onde a calma se respira e nos limpa por dentro.
Ensaio de Dirt 2 Death à tarde, levámos amigos. É virtuoso poder mostrar ao pessoal próximo a responsabilidade que nos cai nos ombros e que tudo o que aparece num palco requer muito trabalho. Sinto-me bem, feliz e o resto é irrelevante.
Dia bom...
quarta-feira, 3 de março de 2010
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Foda-se
Página 12

(Escrito já lá vai um ano)
Somos nós um livro aberto, disperso e incontrolado.
Padecemos de ausência de decisão, neste livro aberto, disperso, incontrolado e sem duvida alguma “em branco”.
Há dias sim, em que não busco recortes de fortuna para acrescentar ou embelezar o meu berço sujo de quem regressou sem nunca ter partido.
Há dias sim, em que escondo por trás de metáforas mal definidas a tristeza que pouco a pouco me deixa desalinhado.
Há dias sim, em que deixo todas essas imundices só para mim.
Não entendo o “porquê” da monotonia dos meus sinais, nem tanto percebo o “quando”...oxalá o percebe-se!...para me manter longe, nesse dia, de qualquer falso bater do coração que pudesse transmitir uma nostalgia enganosa aos meus sentidos apurados comuns a quem deseja amar.
Arrumo a minha “trouxa”, sigo, e sérro o punho implorando! Oh sim implorando, que nenhuma das minhas páginas brancas me pregue, como d'antes, falso testemunho.
Desta vez, nesta página desenho o teu jeito em forma de alma nua.
Sim, talvez um dia...
...um dia sim...
...percebas que por entre palavras confusas e debilitadas, a página doze é tua.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Viventes Anacletos de Pudim

Olho para o horizonte
Onde um dia fui pecador
E escrevi em ti páginas
E escrevi em ti o amor.
Vejo, mas não vejo
Ou penso eu que talvez vi
Preferia fechar os olhos e fugir
Mas não fui eu que te escolhi.
Tentei regressar mas o caminho está tão diferente
Ponderei e afirmei, que já não é teu desejo que eu vá em frente.
Após tanto tempo sinto-me como se fosses
Viventes Anacletos de Pudim
O que são? Não sei...
...tambem não sei o que és para mim...
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Tudo tem um começo...quiçá um fim
Pensa num momento em que sentiste que a tua vida fazia sentido.
Algo tão importante que quisesses rever.
Pensa nele como se tivesses a revivê-lo.
Sente a leve brisa desse dia.
Atinge o calor e frio, ou até os odores que constituiam o meio que te envolviam.
Só assim conseguirás perceber o quão a vida é efémera.
É este blog nada mais do que um diário de bordo, cuja incerteza do futuro, tristeza presente e saudade do passado são nada mais do que simples gestos do destino. Peões ao dispor de um ser mais alto, leal ou infiel, que dá e tira para seu simples capricho.
Que Pai criador retira dos seus, sem exitar, tudo o que têm?
Sobram sonhos. Os sonhos. A única pertence realmente nossa, onde podemos criar tudo aquilo que o Pai não nos dá. São nossos eternamente, até que o nosso ultimo inspirar tome o seu protagonismo e passêmos a ser nada mais que pó.
Acredito e entendo que em nada a morte é mais trágica que o próprio viver, aliás, em tudo tem semelhanças. Durante a nossa vida e após a nossa morte, somos alimento de vermes e parasitas que se aproveitam de nós para subsistir e criar a sua própria fortuna. Lixo de uma sociedade de escárnio e mal-dizer que se mascára de cordeiro pobre e inofensivo.
Assinar:
Postagens (Atom)